Embora este blog não tenha como objectivo expressar opiniões políticas, ou mesmo ideias sobre o estado da nação e em particular da sociedade que vivemos actualmente, é com muita pena e descontentamento que, ao abrir o público on-line, me deparo com esta notícia:
Europeias: Ida às urnas às 12h00 era de 11,8 por cento
07.06.2009 - 13h42 Lusa
A afluência às urnas dos eleitores nacionais era às 12h00 de hoje de 11,8 por cento, segundo dados da Direcção Geral da Administração Interna. Nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, em 2004, à mesma hora registava-se uma afluência de 14,2 por cento.
Nas europeias de 2004, votaram 38,8 por cento dos eleitores e a abstenção situou-se nos 61,2 por cento, mas a taxa mais elevada foi nas eleições de 1994, quando se atingiu 64,4 por cento.
Cerca de 9,6 milhões de eleitores portugueses podem votar hoje nas eleições europeias, mais 700 mil do que no último acto eleitoral realizado em Portugal, as eleições presidenciais de 2006.
Segundo a Direcção-Geral da Administração Interna, estão recenseados 9.667.024 portugueses. Nas eleições presidenciais de 2006 eram cerca de 8,9 milhões o número de eleitores.
As mesas de voto abriram às 8h00 no Continente e na Madeira, encerrando às 19h00.
Nos Açores, as urnas abrem e encerram uma hora mais tarde devido à diferença horária (menos uma hora do que em Lisboa).
Concorrem às eleições europeias 13 partidos: PS, PSD, CDU, BE, CDS-PP, MEP, MMS, PCTP-MRPP, MPT (em conjunto com o partido europeu Libertas), Partido Humanista, MPT, PNR e POUS.
Os portugueses votam hoje para eleger 22 deputados, menos dois que nas anteriores eleições realizadas em 2004.
É pena que os portugueses não tenham a consciência que as eleições para o Parlamento Europeu são muito mais importantes que as restantes eleições.
É pena que os portugueses não exerçam o seu direito constitucional ao voto.
É pena que os portugueses tenham a mentalidade de: ah e tal isto está tão mau, que nem vale a pena ir lá votar. Efectivamente, a crise afecta-nos a todos e eu sou mais um desses exemplos, contudo, não permito que escolham por mim o futuro daqueles que irão aprovar as directivas comunitárias que influenciam, e muito, o rumo nacional.
Será que existe a consciência de que estas directivas comunitárias têm aplicabilidade directa no nosso país desde 1986 e que se elas não forem transpostas para o nosso ordenamento jurídico, que o Estado Português está sujeito ao pagamento de coimas, coimas essas que saem dos nossos impostos? Entre outros mil exemplos que poderia escrevinhar para aqui... Será que existe a consciência de que medidas como o funcionamento dos mercados internos, circulação de pessoas, capitais, mercadorias, liberdade de estabelecimento, taxas de IVA, ZEE e PAC passam por este Parlamento Europeu e por quem nos representa?
Será que existe a consciência de que de futuro, cada vez mais, as medidas com mais impacto directo no nosso ordenamento jurídico são as provenientes das instituições comunitárias, ao invés das medidas adoptadas pelo Parlamento nacional?
Será que existe a consciência de que muitas vezes, e esquecendo as correctas terminologias jurídicas, as leis emanadas pela Assembleia da República têm na sua origem imposições comunitárias?
Europeias: Ida às urnas às 12h00 era de 11,8 por cento
07.06.2009 - 13h42 Lusa
A afluência às urnas dos eleitores nacionais era às 12h00 de hoje de 11,8 por cento, segundo dados da Direcção Geral da Administração Interna. Nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, em 2004, à mesma hora registava-se uma afluência de 14,2 por cento.
Nas europeias de 2004, votaram 38,8 por cento dos eleitores e a abstenção situou-se nos 61,2 por cento, mas a taxa mais elevada foi nas eleições de 1994, quando se atingiu 64,4 por cento.
Cerca de 9,6 milhões de eleitores portugueses podem votar hoje nas eleições europeias, mais 700 mil do que no último acto eleitoral realizado em Portugal, as eleições presidenciais de 2006.
Segundo a Direcção-Geral da Administração Interna, estão recenseados 9.667.024 portugueses. Nas eleições presidenciais de 2006 eram cerca de 8,9 milhões o número de eleitores.
As mesas de voto abriram às 8h00 no Continente e na Madeira, encerrando às 19h00.
Nos Açores, as urnas abrem e encerram uma hora mais tarde devido à diferença horária (menos uma hora do que em Lisboa).
Concorrem às eleições europeias 13 partidos: PS, PSD, CDU, BE, CDS-PP, MEP, MMS, PCTP-MRPP, MPT (em conjunto com o partido europeu Libertas), Partido Humanista, MPT, PNR e POUS.
Os portugueses votam hoje para eleger 22 deputados, menos dois que nas anteriores eleições realizadas em 2004.
É pena que os portugueses não tenham a consciência que as eleições para o Parlamento Europeu são muito mais importantes que as restantes eleições.
É pena que os portugueses não exerçam o seu direito constitucional ao voto.
É pena que os portugueses tenham a mentalidade de: ah e tal isto está tão mau, que nem vale a pena ir lá votar. Efectivamente, a crise afecta-nos a todos e eu sou mais um desses exemplos, contudo, não permito que escolham por mim o futuro daqueles que irão aprovar as directivas comunitárias que influenciam, e muito, o rumo nacional.
Será que existe a consciência de que estas directivas comunitárias têm aplicabilidade directa no nosso país desde 1986 e que se elas não forem transpostas para o nosso ordenamento jurídico, que o Estado Português está sujeito ao pagamento de coimas, coimas essas que saem dos nossos impostos? Entre outros mil exemplos que poderia escrevinhar para aqui... Será que existe a consciência de que medidas como o funcionamento dos mercados internos, circulação de pessoas, capitais, mercadorias, liberdade de estabelecimento, taxas de IVA, ZEE e PAC passam por este Parlamento Europeu e por quem nos representa?
Será que existe a consciência de que de futuro, cada vez mais, as medidas com mais impacto directo no nosso ordenamento jurídico são as provenientes das instituições comunitárias, ao invés das medidas adoptadas pelo Parlamento nacional?
Será que existe a consciência de que muitas vezes, e esquecendo as correctas terminologias jurídicas, as leis emanadas pela Assembleia da República têm na sua origem imposições comunitárias?


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