Na quinta feira levantamo-nos consideravelmente cedo para quem não tinha descansado quase nada e foi a altura de nos separarmos.
A Sarinha foi trabalhar; A Dafy e eu fomos até "à zona".
Optámos por sair mesmo nas Islas Filipinas, rumo à San Pablo directamente. Almoçámos na residencial universitária da Gaztambide, que abriu poucos dias antes de nos irmos embora para Lisboa, logo não usufruímos dela muito tempo. Pena... Porque o preço das refeições compensa.
E foi logo à saída do metro que me deparei com os primeiros efeitos da crise que Espanha atravessa. Confesso que não esperava ter visto o que vi, a crise é notória em todos os sectores.

Metro: Islas Filipinas
Refiro-me ao Habana. A pastelaria gourmet onde íamos tomar o pequeno almoço, quando a nossa situação monetária o permitia já que era caro para burro, tinha uma montra fantástica, recheada de trufas e bolinhos... Fechou. Deixou de existir. Deu lugar a um Banco...

Lá se foi o Habanna... Agora... CCM!

Fotografia já antiga, com o Habana lá ao fundo...
Decepcionada por ver que o meu Habana tinha fechado lá resolvemos ir cuscar a nossa casa e eis que a fachada foi pintada, as janelas da nossa casa foram substituídas e ainda nos cruzámos com o marido da Doña Ines, a nossa porteira. A porta principal também foi mudada o que já não nos permite o acesso ao nosso prédio nem ao jardim interior...

A nossa CALLE!

O actual - com uma cara nova - n.º 72 da Calle Gaztambide.

Lembram-se? A primeira fotografia que tirámos, assim que a Maria chegou a Madrid. O nosso n.º 72 da Calle Gaztambide...
Subimos a rua em direcção à Avenida principal na expectativa de irmos tomar um café ao Blended e ver se encontrávamos a Marta e a sua família, proprietários do mesmo. Na altura, foram eles que nos ajudaram com o nosso pequeno grande problema junto da Iberdrola, que nos convidaram inclusivé para irmos a casa deles, à piscina quando o calor abrasador de Madrid se começou a fazer sentir e o pai da Marta inclusive disponibilizou-se para falar com um professor da San Pablo quando estavamos a ver que íamos chumbar a Direito Internacional Privado. Mas eis que o Blended foi trespassado e deu lugar a um café denominado de Colonial...
Segundo banho de água fria!
Chegámos à San Pablo e entrámos directas para a Biblioteca, onde a medo explicámos a nossa situação. Mais uma vez a San Pablo mostrou-se de braços abertos à nossa chegada e permitiu-nos, sem qualquer restrição, o acesso ao acervo documental que possuem. Hora de pesquisa para o mestrado.



Concluído o nosso estudo e investigação no mundo dos livros e do papel, saímos da San Pablo rumo à Plaza de España. Queríamos fazer a Calle Princesa a pé e recordar todos os nossos sítios.

A Vaca Argentina! Olha eu... hihihi!
Parámos no jardim dos prédios de tijolo, onde tantas e tantas vezes íamos tomar café e apanhar banhos de sol, para repetirmos o que em tempos fazíamos. E foi na esplanada que recordámos. Recordámos a nossa chegada a Madrid em Agosto, recordámos as parvoíces que fizemos nesta cidade, recordámos a liberdade que ela nos ofereceu, as oportunidades que ela nos deu, recordámos acima de tudo, o ano mais feliz que tivemos até hoje. As preocupações existiam, a independência que estava associada a vivermos sozinhas em Madrid, a qual nos trouxe grandes amores mas também dissabores.


É tão complicado regressar, recordar e reviver.
E foi aqui que parei e repensei no rumo que estava a tomar. Será que foi o correcto? Será que fiz as opções de vida correctas? Quem o saberá... Eu, certamente, não o sei. Só sabia que precisava de ali estar estes dias e deixar Lisboa e Portugal para trás das costas. Eram os meus dias e fosse o que fosse acontecer nos meus dias, eles seriam o meu único descanso até Julho.
Fomos para casa, já atrasadas para o jantar em casa dos amigos da Sara. Como estava uma óptima noite, jantámos todos na amena cavaqueira no terraço. E ainda tivemos o privilégio de conhecermos "as primas"!

Sara e Pipa em casa dos artistas!

As tão faladas primas!

A priminha... em fase de crecimento. Agricultura biológica para consumo caseiro! Que coisa mais normal. É fotogénica!
Mas parece que a nossa noite não se fica por aqui... Es altura de bailar en Joy Eslava, en una fiesta Erasmus!

O bar de entrada do Joy. O porquê de tirar uma fotografia? Vaquinha... Ainda achas mesmo que onde quer que eu vá que tu não estás presente? Engano! Serei sempre a mesma Vaquinha em qualquer parte do mundo, onde quer que vá, enquanto houver Leitãozinho!

Sou mesmo fotogénica... Gostam tanto de mim que até fazem da minha pessoa pop art emoldurada...

E que venha um Bombay...

Embora presente a mente da Dafy estava bem longe e perto! Longe, em Lisboa; perto porque estava em Madrid... Mas ainda bem que não deixaste de te divertir por saberes que o ele estava perto.

Fabulous @ Joy Eslava


Foto de família: Sara, Miraç e Eveline. A isto chamo a mística que só alguns têm o privilégio de conhecer: os laços de amizade além fronteiras que podemos ganhar.

O admirável mundo Joy Eslava
Sara e Pipa em casa dos artistas!

As tão faladas primas!

A priminha... em fase de crecimento. Agricultura biológica para consumo caseiro! Que coisa mais normal. É fotogénica!
Mas parece que a nossa noite não se fica por aqui... Es altura de bailar en Joy Eslava, en una fiesta Erasmus!

O bar de entrada do Joy. O porquê de tirar uma fotografia? Vaquinha... Ainda achas mesmo que onde quer que eu vá que tu não estás presente? Engano! Serei sempre a mesma Vaquinha em qualquer parte do mundo, onde quer que vá, enquanto houver Leitãozinho!

Sou mesmo fotogénica... Gostam tanto de mim que até fazem da minha pessoa pop art emoldurada...

E que venha um Bombay...

Embora presente a mente da Dafy estava bem longe e perto! Longe, em Lisboa; perto porque estava em Madrid... Mas ainda bem que não deixaste de te divertir por saberes que o ele estava perto.

Fabulous @ Joy Eslava


Foto de família: Sara, Miraç e Eveline. A isto chamo a mística que só alguns têm o privilégio de conhecer: os laços de amizade além fronteiras que podemos ganhar.


Dafy, Pipa e Sara - Joy Fever...

Pipa @ Joy Eslava (a trabalhar A NÁDEGA!)
o Joy realmente é um espaço amplo e bastante agradável, com os imensos pisos a que as discotecas madrilenas sempre nos habituaram.
Em tempo de Erasmus, sempre recusei a ir a uma destas festas, devido ao que se diz sobre as mesmas, mas realmente não houve nenhum acidente! Ainda bem... Um Ponto positivo. O regresso a casa, devido às horas tardias fez-se de metro, na companhia dos companheiros de piso da Sara, os quais também estavam no Joy. Fomos de Puertas del Sol até à Plaza de España; é bom voltar a fazer a Gran Via a pé a estas horas... ya tenia echar de menos!


Gran Via às seis da manhã... a Calle que nunca dorme!

Pipa, Dafy e Eveline, a belga que partilha piso com a Sara.

Sara e Miraç, o turco com quem partilha o piso.

Já não pernas que aguentem...
É impressionante como esta cidade não dorme.


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