Tuesday, April 17, 2007

Finalmente em Veneza...

Domingo, 15 de Abril de 2007

O primeiro dia em Veneza iniciou-se com uma viagem de comboio. Não ficámos a dormir em Veneza ilha, por isso tínhamos obrigatoriamente que apanhar o regional, que atravessa a ponte della Libertá a única forma de atravessar o Canale delle Sacche. O destino era Stazione FS S. Lúcia.

Ok… Tivemos o primeiro momento de histeria, delírio, de gritar e de berrar: “Isto é lindo… Fogo que loucura… A melhor ideia de sempre… (etc.)”. A primeira imagem que tivemos de Veneza foi esta:


Perante tal cenário, não restam duvidas de que Veneza é, sem sombra de dúvidas, a cidade do Amor.

O objectivo deste dia era chegar à Praça de S. Marco e ai visitar o Museu Correr, a Basílica de S. Marco e respectivo museu e o Pallazo Ducale.

Atravessámos a primeira ponte (Ponte D.Scalzi) emblemática da cidade e dai para a frente seguimos sempre umas pequenas placas amarelas que diziam “per s. Marco”. Entre ruas e ruelas, pontes e pontezinhas, entre gôndolas e barcos táxi, entre italianos e estrangeiros e debaixo de um sol abrasador lá chegámos ao nosso destino.






De perder de vista, tal tamanha beleza… Começámos pelo museu da Basílica (não era possível visitar a Basílica primeiro porque estava a decorrer a missa), seguindo-se o Museu Correr e o Pallazo Ducale. Eram 14h quando entrámos na Basílica. Sem sombra de duvidas que foi a mais imponente e majestosa coisa que os nossos olhos já visualizaram. Todo o tecto é feito de pequenos mosaicos. Não é permitido tirar fotos, mas aqui a Filipinha não se ficou e tirou ainda duas fotografias sem flash pela porta do cavalo.



Eram já 15h quando nos sentámos viradas para o Bacino di S. Marco, na costa de Molo para apreciarmos a fantástica vista e devorarmos a segunda sandocha e o suminho de pêssego e uva que carregávamos dentro da mochila desde as 7 da matina.

Foi aqui que tirei a foto que mais gostamos do rol de 290 que existem. Digna de um postal turístico mas tem direitos de autor. Aqui está ela:

O mapa de Veneza que tínhamos dividia a ilha em sete zonas (S. Croce, Dorsoduro, S. Polo, S. Marco, Cannaregio, Castelo e Quartiere S. Elena). Até chegarmos à Piazza S. Marco, conseguimos ver duas dessas sete zonas: S. Polo e S. Marco. Depois de descansar as pernas o próximo destino seria a zona de Cannaregio onde se localiza a Sinagoga (Templo Israelita). Tínhamos uma hora para lá chegar, mas infelizmente não conseguimos.

E não conseguimos lá chegar porque, embora de mapa na mão, até agora nunca tínhamos olhado para ele e simplesmente seguíamos as placas ou íamos por instinto. Foi assim que entendemos o porquê de em todos os sites estar escrito que era muito difícil um turista não se perder nas ruas e ruelas de Veneza. Mas nós achamos que o mapa era bonito para enfeitar: Saímos da Piazza de S. Marco e uma hora depois (a hora que precisávamos para chegar a Cannaregio) estávamos em S. Marco outra vez… Estávamos perdidas e completamente desorientadas.

Eram 16h quando a Dafy disse que precisava de parar porque as baterias estavam a falhar. Já estava mais do que na hora de fazer uma pausa grande e descansar as pernas. Andar ao sol desde as sete da manhã não é propriamente fácil e o corpo já ressentia e precisava de descanso. A Cannaregio já não conseguíamos chegar por isso o próximo objectivo era escolher um restaurante para a desforra da quantidade de pão, queques e croissantes que já tínhamos ingerido.

Foi sentadas numa esplanada que pegámos no mapa e resolvemos que dali para a frente não podias perder tempo a ficar perdidas e encontrar caminhos para sairmos das ruelas onde nos tínhamos enfiado. E foi durante uma hora acompanha de Coca-Cola que começámos a tirar as primeiras conclusões e a ter as primeiras ideias formadas sobre Veneza. Foi um descanso merecido que efectivamente carregou baterias.

O restaurante tinha sido conjecturado em Madrid, através de um site que o apontava como tendo possivelmente os preços mais baixos de Veneza e de qualidade recomendada. Procuramos assim no mapa onde ficava e traçámos a lápis a percurso que tínhamos de fazer. Ficámos assim a conhecer mais uma zona das sete. Desta vez a zona de Dorsoduro, mais propriamente o Campo de S. Margarita. Não nos perdemos e encontrámos o restaurante, confirmando-se assim que os preços estavam bastante reduzidos para a média.

Era relativamente cedo para jantar por isso fomos dar uma voltinha pela zona, ver a igreja e ficamos sentadas num banco de jardim. Eis que a Filipa começa a babar-se para uma enorme pizza que vê e comecei a tentar forçar a Dafy a irmos comer uma fatia (isto porque já tínhamos decidido que iríamos comer pasta). Sem grande efeito, mas consegui comer uma gigante pizza por 1.80 (simplesmente deliciosa).

Como já não aguentava a fome que se apoderava de mim, fomos jantar às 19.30. O menu era vasta e as opções mais vastas ainda. Resolvemos então pedir uns Raviolis com molho de tomate para a Dafne e um esparguete com amêijoas para mim, acompanhado de um sumo de ananás e um sumo tropical. Terminámos o jantar com um cappuccino.


Já de barriga cheia e completamente realizadas com o jantar que saiu a €12 a cada uma, pegámos na mochila em direcção à Estação de comboios para regressarmos à nossa pensão (que fechava às 23h) que ficava em Mestre (cidade onde se localiza a zona industrial de Veneza).

Chegámos a Mestre às 22.30 e caímos redondinhas na cama de casal da pensão maravilha onde ficámos a dormir. Foi já entre os lençóis que mais uma vez traçámos a lápis o percurso do dia seguinte. O objectivo do dia era duro e implicável andar muito a pé para conseguirmos ver as quatro zonas que nos faltavam e chegarmos à ponta da ilha. Se até às 16h não alcançássemos o nosso destino, teríamos de voltar para trás em direcção à Estação para irmos para o aeroporto. Foi entre os planos para o dia seguinte e que acabamos por adormecer sem mais palavras e de televisão ligada.

2 comments:

dee-oh-goh! said...

cidade do amor e tulevasme outra gaja ctg?
xeirame a fufas camionistas cheira!

Anonymous said...

olá eu vou amanha para veneza será que me podias dar umas dicas sobre restaurantes (esse em que pagaste 12€, as massas têm muito bom aspecto) e como funciona os barcos para chegarmos a mestre! Obrigada! Mafalda.sena@hotmail.com